captura

Quando o dia nascer morno sob a ventania-miscelânea, quietando um pouco em um fim de vida qualquer, subindo o morro, já sem sabor, sem atrito ou mesmo paz, talvez ele resolva partir, indo, caminhando firme sobre as águas das enchentes que despencam do velho Chico, tiburcio, elevado ao absurdo da própria existência, rota, solta numa tempestade tropical qualquer, que vai indo ao sul, de vento em popa, aos passos trôpegos de uma vida boba, pouca, que ri de si em um sorriso amarelo-ferrugem, discreto, reto, fingindo felicidades, queimando quimeras, vendendo pequenas mentiras, paqueras, marcado pela nota-baixo de alguns acordes de roque tocado baixo, teleguiado por um poemeta vadio, tardio, dono de versos pobres, roubados, chupados de algum pescoço qualquer, de alguma constelação qualquer, esboçando o gosto por palavra qualquer, mesmo as que nunca vão fazer sentido, nem que ainda sejam detalhadas por seu corpo, quadril, ônus, bônus, boca, prêmio, precipício, seu corpo precipitado contra o meu e ele perdido, andando em círculos, em mim mesmo, velho, pouco, ontem, amanhecido, dormido, mal dormido.

Anúncios

Uma resposta para “captura

  1. Ae Junior,

    Você está sem tempo para atualizar o blog?
    Amanhã cedo? Ok.

    Um abraço.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s