só um instante

Cá estou nesta noite fria de segunda a ouvir Leonard Cohen; a vasculhar o mundo nas tantas janelas que espocam na tela do meu computador. Pedaços de histórias; corpos, curvas, lábios a se exibirem. Cohen sempre me põe a pensar na vida, nas possibilidades invariáveis da vida; nas portas fechadas; na esperança vertida. Ontem eu tinha um texto engatilhado na ponta da língua para pôr aqui, era algo sobre a vida feita de quandos, “quandos” e “ses”. Cohen me lembra alguém que apanhou a estrada só um com um violão nas costas e que engoliu a última lágrima ao olhar pra trás para acenar pela última vez para o instante que ali ficava, capturando na retina a paisagem como se fosse um instantâneo. A vida não é feita de instantâneos, embora seja o instante presente. Pensamentos circulam pela mente como o ar frio que circula pelo meu quarto me lembrando que já está perto da hora de ir dormir. “Ela andava apreensiva com a expectativa de que as promessas de felicidade vindoura não dariam em nada – Arsênico.”

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2 Respostas para “só um instante

  1. i remember you were at chelsea hotel…

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