Mofo

Arrastava-se pelo asfalto
Perdido em assombros
Você costumava ser melhor do que isto
Tinha outras cartas nas mangas
Um truque novo a cada sexta
Vício de linguagem, tudo em suspense
A pele, curtida da vida, expõe a dor
Você construiu mentiras, sopros
Contaminava a todos com os seus beijos
Desproporcionais… evidência, aspas
Frases soltas, pequenos roubos, acertos
Ela tinha uns olhos envenenados
A raiva pode ser dor sincera
Quebrando o mundo ao redor
Você deveria ter tramado um jeito
Uma maneira qualquer,
Uma forma de me devolver a alegria
Feliz, a dois, a sós, à solta
Mas as alegrias entre tuas pernas,
Os delírios em segredo
A véspera do sono
O perfume vadio
Tudo, tudo… viraram pó,
pão bolorento, vinho-vinagre, azul.

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Uma resposta para “Mofo

  1. Ae irmãozinho brasiliense. Andei com preguiça de ler blogs. Sabe como? Mas aqui estou de volta, afinal amanhã cedo sempre é um recomeço.

    Um abraço.

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